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sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Mulheres e suas cores


 Imagem da internet

Enquanto aguardávamos entrar na pizzaria, eu perguntei quem era o namorado da Paty? Minha amiga responde que era aquele com a blusa rosa pink, entretanto, eu disse que não estava vendo rosa pink, mas sim vermelho. 

- É por causa da luz – explicou a minha amiga.

Nossa, vocês mulheres adoram complicar as cores. Em seguida, eu perguntei qual é a cor do punho da camisa? Ela me responde com um ânimo:

- É coral!

- Coral?! O que seria uma cor coral? – pergunto contendo os risos.

- Ah,  é uma cor que mistura salmão, pêssego e rosa.

Fico confuso com as misturas e vejo como a minha palheta de cores são restritas as tonalidades básicas: verde, não consigo diferenciar um verde exército para verde um musgo; azul, fora azul turquesa, para mim são todos azuis; roxo, sem confusão com a roxa berinjela; branco, este sim é a mistura de todas as cores, não a como errar. Quer dizer, no máximo posso confundir o branco com a cor gelo, e o pior que existe essa cor.  

Depois do devaneio e as brincadeiras com as cores, entramos na pizzaria. Me deliciei com as pizzas sem me importar quais seriam as cores, mas sim os sabores oferecidos pelos garçons.

até breve...   

domingo, 11 de dezembro de 2011

Cumprimento, ois e a voadora

National Geographic

Nos emocionamos ao ver a pessoa amada. Um parente ou amigo distante. Gostamos daquele abraço apertado acompanhando de uma saudade. Ver o que foi modificado durante o tempo de ausência.

Só que algumas emoções fogem do controle. E algumas saudações ficam desgovernadas, e, dependendo do caso, podem até assustar.

Fato do dia.

Estou na livraria Cultura, com mais dois amigos meus, encontro uma conhecida minha da universidade. A conversa começa com aquele tradicional como você está? Tô bem pra lá e pra cá.

O melhor de tudo é atitude do meu amigo que também conhecia a garota.Pega o braço dela, dá um leve empurrão e aproxima a garota e cumprimenta:

- Ei, eu te conheço.

A garota fica ligeiramente assustada e com a boca entreaberta diz:

- É, sou eu, a fulana.

Constrangimento e risinhos ficam em volta de nós. Nos despedimos. Saímos da loja rindo da situação e do meu amigo dizendo:

- Não foi assim!

Moral da história: seja mais singelo e menos brusco ao reconhecer uma pessoa. Pense bem, senão ela pode pensar que é uma briga. O dito cujo, quase deu uma voadora na pessoa ao cumprimentá-la.

Fato

até breve

sábado, 10 de setembro de 2011

Caminho das orquídeas

National Geographic

É como se eu te sentisse ao meu lado... apenas por alguns segundos. Estou viciado neste amor. Seu beijo é como uma droga maldita. Não consigo sair deste vício. Em poucos minutos decorei o seu jeito de andar, os movimentos com as mãos, o abrir e fechar de olhos, são detalhes minuciosos que fazem toda a diferença. Devoro-te sem ao menos ter te consumado.

Os dias estão se prolongando. Preciso te encontrar para construirmos nosso telhado. Quero te levar no caminho das orquídeas. Como assim você nunca foi a este lugar? Sei que estou me precipitando, deve ser a idade ou imaturidade. Quero-te por inteiro, esta é a minha escolha.

Não precisamos atravessar a rua de mãos dadas. Ao seu lado me sinto completo. Você traz emoções jamais conhecidas ou sequer imaginadas. Infelizmente, isto é apenas uma utopia.

De volta à mansidão, calmaria e a expiação. No caminho do amor, não existe uma pista de mão dupla, mas sim, uma via única por onde os sentimentos vagueiam. Gostaria de reciprocidade, infelizmente, você jogou o dado da sorte e despediu-se. Sem ao menos um adeus. Desejava contar as estrelas com você, mas, especialmente adoraria acordar ao seu lado.

A última recordação que tenho é uma rua com tijolos vermelhos, próxima a uma esquina, local do nosso primeiro e último encontro. Você virava, mas, antes disso, olhava nos meus olhos e ia embora. Deixando apenas um perfume de orquídeas.

até breve

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

O taxidermista

Fonte: National Geographic


Meus olhos estão marejados pela dor de crescer. Neste momento descanso na disciplina, com causas e arrependimentos. Permaneço numa sombra qualquer, onde pensamentos são escalpelados gradativamente. Depois de alguns minutos levanto-me e observo os transeuntes caminhando lentamente. Vou em direção a eles. Aos poucos vou observando um mormaço aumentando. Durante o percurso, espero o marasmo se dissipar, mas ele insiste em ficar ao meu lado.

Olho ao redor me transformando em um simples humano. Ao saber que essa sensação ia ficar em mim, escolho voltar para a mesma sombra. Reconforto-me em saber que escreverei minha história.

até breve

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Cheiro de infância


Nossa, o bolo está crescendo. Isso me lembra do cheiro da minha infância. Quer dizer, várias coisas me lembram esses momentos. Balas sortidas, sorvete de morango, parquinho de areia, futebol, a primeira revista masculina (isso aos oito anos), fogueira. Nomeá-las seria impossível. Mas e você Théo, o que está na sua memória? Pergunta Mauro.

- Naftalina! Théo respondeu de maneira pragmática.

- Como assim naftalina? Perguntou Mauro assustado com a resposta do amigo. Porque aquelas bolinhas brancas fedorentas lembram sua infância? Afinal, aquele cheiro serve para afastar todos que estão ao seu redor. Só de lembrar me dá um asco. Eco! Responde Mauro fazendo cara de nojo e já começando a rir da conversa.

- Lógico que as naftalinas são marcantes. Todo mundo já usou naftalina nas gavetas e armários de suas casas. Se lembra de quando você era pequeno, a única forma de preservar as roupas daquelas pestes nocivas e desagradáveis: as baratas. O animalzinho asqueroso que é útil para esse mundo.

Para mim é marcante ver aquele colorido varal de roupas, dançando com o vento espalhando o cheiro de sabão em pó de maneira uníssona, se desfaz em poucos minutos ao se misturarem com as bolinhas fedorentas nas gavetas. Minha mãe sempre dizia com aquele sotaque do Sul: “Tu colocastes as bolinhas “cheirosas” na gaveta?” Depois começava a rir.

As minhas viagens são rodeadas por esse odor característico. O cheirinho me lembra as visitas de julho até o interior de Porto Alegre. Esse período em que as gotas de algodão flutuando até o chão. Formando paisagens maravilhosas. Antes disso, há aquele ritual de arrumar as malas e tirar todos os agasalhos das gavetas e com eles vinham às bolinhas e o cheiro peculiar que espanta qualquer um.

Minha avó adorava aquele cheiro. Na verdade, por onde ela passa deixa esse odor. Mas isso faz tempo, Dona Lurdes já faleceu há algum tempo. E o que me vem à memória? As bolinhas brancas que exalam o um cheiro desagradável, mas é o cheiro da minha infância, cheiro de recordação, cheira a saudosismo próximo a janela.


até breve